Justiça
04/12/2025
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar que altera o processo de impeachment de ministros da Corte e restringe quem pode apresentar denúncias.
Pela decisão, apenas a Procuradoria-Geral da República (PGR) poderá pedir a abertura de processo, retirando de “todo cidadão” o direito de denunciar crimes de responsabilidade.
A medida será analisada pelo plenário do STF entre os dias 12 e 19.
A decisão foi tomada em Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) propostas pelo partido Solidariedade e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).
Gilmar também elevou o quórum para afastamento de um ministro do STF para dois terços do Senado, 54 votos, em vez de maioria simples.
Ele afirmou que o impedimento não pode ser um “juízo político”, mas uma “ação penal pública”.
O entendimento impede que decisões judiciais sejam usadas como motivo para impeachment, mesmo que gerem discordância.
A medida recebeu críticas do líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL), que acusou o ministro de “abuso” e defendeu que o Congresso avance em propostas como o fim das decisões monocráticas e mandato para ministros do STF.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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