Submarino dos EUA afunda fragata iraniana no Sri Lanka e amplia alcance da guerra

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Reprodução/Departamento de Defesa dos EUA
EUA afundou uma fragata iraniana na costa do Sri Lanka; ao menos 87 corpos foram resgatados.

Mundo

04/03/2026

Um submarino dos Estados Unidos afundou uma fragata iraniana na costa do Sri Lanka, a cerca de 3.500 km do principal teatro da guerra iniciada por Washington e Tel Aviv contra o Irã no último dia 28.

Até esta quarta-feira (4), o governo do país asiático havia recuperado 87 corpos do navio IRIS Dena. Outros 32 marinheiros foram resgatados, enquanto cerca de 60 continuam desaparecidos.

O episódio evidencia a expansão do conflito para além do Oriente Médio e a tentativa de Teerã de proteger ativos navais estratégicos. Também tem forte peso simbólico: é o primeiro afundamento desse tipo desde a Guerra das Malvinas, em 1982.

Naquele conflito, o submarino nuclear britânico HMS Conqueror afundou o cruzador argentino ARA General Belgrano, matando 323 tripulantes — quase metade das baixas argentinas na guerra.

Segundo o Pentágono, o ataque foi realizado por um submarino de ataque não identificado da Marinha americana, que utilizou um torpedo pesado Mk48, equipado com ogiva de 293 kg e avaliado em cerca de R$ 25 milhões.

A IRIS Dena, incorporada à frota iraniana em 2021, era um dos navios mais modernos do país. Com deslocamento de 1.500 toneladas, é classificada pelo Irã como fragata, embora analistas a considerem uma corveta.

Os EUA têm divulgado amplamente suas operações navais, em resposta às declarações iranianas de controle do Estreito de Hormuz — rota estratégica por onde passam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.

Segundo Washington, pelo menos 20 embarcações iranianas já foram destruídas desde o início das hostilidades.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.

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