Política
30/03/2026
O senador Styvenson Valentim (PSDB), soltou o verbo contra a Polícia Militar do Rio Grande do Norte. Durante discurso em Parelhas, o parlamentar afirmou que coronéis da corporação "não fazem nada" e recebem "dinheiro fácil".
O capitão da reserva deu o depoimento polêmico ontem (29). Ele fazia uma prestação de contas do mandato quando resolveu alfinetar a antiga casa.
Para Styvenson, a vida no topo da carreira militar seria confortável demais. Ele sugeriu que poderia estar na ativa hoje sem obrigações reais.
“Não me arrependo nem um dia de estar aqui representando vocês. Eu podia estar Coronel hoje na PM, sem fazer nada, porque vocês sabem que Coronel não faz nada”, disparou.
A artilharia não poupou nem a patente que ele mesmo ostentava antes de entrar para a política. Segundo o senador, a inércia atinge outros escalões da oficialidade.
“Um Capitão não faz nada. Só eu que trabalhava”, garantiu o parlamentar. Ele buscou se diferenciar dos antigos colegas de mesma graduação.
O senador ficou famoso no estado ao comandar com punho de ferro a Operação Lei Seca. Agora, ele descreve a rotina na cúpula da PM como financeiramente atraente, mas vazia.
“Podia estar lá na PM ganhando dinheiro fácil, já beirando me aposentar, mas não”, concluiu. Ele reforçou que preferiu o desafio do Senado Federal.
O estilo confrontador de Styvenson já é uma marca notória em sua trajetória. Em 2016, ele já havia causado um terremoto ao dizer que policiais civis ganhavam bem para não trabalhar.
O vídeo da fala em Parelhas já circula com força total nas redes sociais. A declaração deve causar uma nova onda de reações entre as associações militares do estado.
Assista ao vídeo:
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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