STF lidera associação ao caso Banco Master e impeachment de ministros pode render votos ao Senado

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Assessoria/STF
STF é a instituição mais associada ao escândalo do Master, citado por 35% dos participantes na pesquisa Meio/Ideia.

Política

11/03/2026

A terceira edição da pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira (11), revela que boa parte da população brasileira ainda não tem clareza sobre o escândalo envolvendo o Banco Master.

Segundo o levantamento, 48% dos entrevistados afirmam conhecer o caso, enquanto 30% dizem que talvez tenham ouvido falar, mas não têm certeza. Outros 22% declararam desconhecer completamente o episódio.

Entre os que afirmam estar informados, o Supremo Tribunal Federal (STF) é a instituição mais associada ao escândalo, citado por 35% dos participantes. Em seguida aparecem o governo federal, mencionado por 21,3%, e o Congresso Nacional, por 17,9%. Outros 25,8% avaliam que o caso envolve os três Poderes.

O levantamento também abordou a percepção sobre a tentativa de golpe de Estado investigada pelo STF. Para 54% dos entrevistados, não houve tentativa de golpe, enquanto 39% acreditam que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teria planejado a ação. Outros 7% disseram não saber opinar.

A pesquisa avaliou ainda possíveis impactos eleitorais. Para 44% dos entrevistados, candidatos ao Senado que defendem o impeachment de ministros do STF têm maior chance de receber seu voto. Já 15,5% consideram que essa posição reduz o apoio eleitoral. Para 33%, o tema não influencia a escolha, enquanto 7,5% não souberam responder.

Eleição presidencial

No cenário eleitoral para a Presidência da República, o quadro aparece praticamente estável em relação ao levantamento de fevereiro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera tanto na pesquisa espontânea quanto nos cenários estimulados.

Na espontânea, Lula registra 33,4% das intenções de voto, alta de 0,4 ponto percentual em relação ao mês anterior. Em segundo lugar aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que subiu de 16,3% para 18,5%.

Nos quatro cenários estimulados de primeiro turno testados pelo instituto, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem com vantagem significativa sobre os demais nomes.

No índice de rejeição, Lula lidera: 43,6% dos entrevistados afirmam que não votariam nele de forma alguma. Flávio Bolsonaro aparece em seguida, com 34,5%.

Em um eventual segundo turno entre os dois, Lula registra 47,4% das intenções de voto, contra 45,3% de Flávio Bolsonaro. Outros 4,1% dizem que votariam em branco ou nulo, enquanto 3,2% não souberam responder.

A pesquisa também mediu a avaliação do governo federal. Para 50,6% dos entrevistados, Lula não deveria permanecer no cargo após o término do atual mandato. Outros 46,7% defendem sua continuidade.

Quanto à gestão, 50,5% avaliam que o presidente não conduz de forma satisfatória seu trabalho à frente do Palácio do Planalto, enquanto 47,2% aprovam sua atuação.

Entre as áreas de governo avaliadas, a segurança pública apresenta o pior desempenho: 54,3% classificam a atuação como ruim ou péssima. Na economia, 44,1% fazem avaliação negativa, enquanto 32,3% consideram a condução positiva. Na saúde, 41,5% classificam a atuação como ruim ou péssima, contra 29% que avaliam como ótima ou boa.

A pesquisa Meio/Ideia está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00386/2026-BRASIL. O levantamento foi realizado entre os dias 6 e 10 de março de 2026, com 1.500 entrevistas em todo o país, nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,5 pontos percentuais.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.

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