Política
22/05/2026
O senador Ciro Nogueira (PP) evitou blindar o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) no caso do Banco Master. O parlamentar alegou que há um vazamento seletivo mirado na direita, mas exigeu plena apuração do episódio.
“Eu não estou aqui para defender nem acusar o senador Flávio. Ele tem que ser investigado, como todos, como eu estou sendo."
"E, se for inocente, que seja, lógico, reconhecida a sua inocência. Se for culpado, tem que pagar exemplarmente”, asseverou Nogueira.
O progressista prosseguiu defendendo a total igualdade de todos perante as leis do país. “Neste país, não pode ter mais ninguém cometendo ilícito que possa ser beneficiado por proteção."
"Temos que investigar com isenção e, quem for inocente, que seja considerado inocente. E, se for culpado, que pague severamente, de acordo com a lei”, completou.
Ciro também abriu o jogo sobre sua proximidade com Daniel Vorcaro, o fundador do banco que está sob os holofotes. Ele garantiu que a relação pessoal não afeta sua conduta na vida pública.
“Esse empresário é um amigo. Criamos essa relação, mas pode ter toda certeza de que não há nada que possa desabonar qualquer atuação minha ao longo da trajetória política nos últimos anos”, garantiu.
O senador afirmou estar totalmente tranquilo quanto a possíveis investigações promovidas pelas autoridades. “Qualquer homem público está sujeito a uma investigação."
"Nós esperamos que a Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça julguem da forma mais isenta possível. […] Estou com a minha consciência tranquila”, concluiu.
A encrenca política estourou após o vazamento de um áudio em que Flávio pedia dinheiro ao banqueiro. O montante serviria para financiar um longa-metragem sobre a vida de Jair Bolsonaro.
O filho do ex-presidente confirmou o pedido de verbas, mas alegou se tratar de recursos estritamente privados. Ele também admitiu encontros com Vorcaro após o empresário ser preso pela PF.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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