Economia
19/02/2026
Seis Estados e o Distrito Federal iniciaram 2026 no chamado “cheque especial”, sem recursos em caixa para quitar despesas herdadas de 2025 e assumir novos compromissos no último ano de mandato. Entre eles está o Rio Grande do Norte, que apresenta uma das situações mais delicadas do País. A notícia é destaque no Estadão.
De acordo com os Relatórios de Gestão Fiscal (RGF) do último quadrimestre de 2025, enviados ao Tesouro Nacional em 31 de janeiro, o RN aparece com R$ 3 bilhões negativos em recursos não vinculados — aqueles que não têm destinação obrigatória por lei e que, na prática, indicam a real capacidade financeira do Estado.
O governo potiguar, comandado pela governadora Fátima Bezerra (PT), enfrenta um duplo desafio: além do caixa deficitário, também não cumpriu o limite de despesas com pessoal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
A combinação de caixa negativo e extrapolação do teto de gastos com pessoal acende um sinal de alerta. Pela legislação, governadores não podem criar novas despesas sem disponibilidade financeira nem deixar dívidas para os sucessores no último ano de gestão.
Além do Rio Grande do Norte, também começaram o ano no vermelho Minas Gerais, Alagoas, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Tocantins e Acre, segundo os dados oficiais citados pelo Estadão.
No caso potiguar, o cenário fiscal pressiona a administração estadual justamente em um ano decisivo, marcado por restrições legais mais rígidas e por um ambiente político de pré-campanha.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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