Economia
11/09/2025
O café ficou 2,17% mais barato em agosto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o segundo mês consecutivo de queda nos preços após um ano e meio de altas, reflexo do pico da colheita.
Mas a trégua não deve durar. A indústria projeta que o preço do produto volte a subir entre 10% e 15% já nas próximas semanas, segundo o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Celírio Inácio. Ele afirma que duas grandes empresas do setor já trabalham com esse cenário, que deve levar o quilo do café novamente ao patamar de R$ 80, registrado em dezembro do ano passado.
O aumento é explicado pelo encarecimento do grão nas fazendas. Após um período de queda a partir de março, as cotações voltaram a subir desde o início de agosto.
Entre os fatores que pressionam os preços estão:
a tarifa de 50% imposta pelos EUA sobre o café brasileiro, que disparou as cotações na Bolsa de Nova York, referência mundial;
os estoques globais em níveis historicamente baixos, após quatro anos de quebra de safra em grandes produtores por questões climáticas;
a queda da produção brasileira de arábica, neste ano, principal variedade cultivada no país;
as geadas no Cerrado mineiro, que causaram perda estimada em 424 mil sacas (25 mil toneladas), segundo a StoneX Brasil.
Com isso, a tendência é de que os preços pagos pelo consumidor final acompanhem o movimento de alta no campo.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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