Política
31/03/2026
O presidente Lula sancionou nesta terça-feira (31) o projeto de lei que amplia a licença-paternidade no Brasil, encerrando uma espera de décadas por regulamentação mais ampla do benefício.
Pelo texto, a ampliação será gradual: dos atuais cinco dias, a licença passará para 10 dias em 2027, 15 dias em 2028 e chegará a 20 dias em 2029.
A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, destacou o caráter histórico da medida. Segundo ela, trata-se de uma conquista construída ao longo de 38 anos, fruto da articulação entre sociedade civil, Congresso Nacional e o governo federal.
Ao sancionar a lei, Lula associou a mudança à necessidade de reequilibrar responsabilidades dentro das famílias. O presidente afirmou que a ampliação do benefício pode estimular maior participação dos pais nos cuidados com os filhos, desde tarefas básicas até a rotina noturna com recém-nascidos.
O projeto foi aprovado pelo Senado no último dia 4, mas tramita no Congresso há quase duas décadas. A proposta original foi apresentada em 2007 pela então senadora Patrícia Saboya e teve como relatora, na fase final, a senadora Ana Paula Lobato.
Entre os principais argumentos que sustentaram a aprovação está a ampliação do vínculo entre pais e filhos nos primeiros dias de vida — período considerado crucial para o desenvolvimento infantil. Quando o texto passou pela Câmara, o relator Pedro Campos ressaltou que garantir cuidado desde o nascimento é um direito fundamental, tema debatido desde a Assembleia Nacional Constituinte de 1988.
Com a sanção, o Brasil inicia uma transição gradual rumo a um modelo mais amplo de licença-paternidade, ainda distante de padrões internacionais mais generosos, mas considerado um avanço no cenário atual.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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