Haverá dupla vacância?

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Futuro do comando do Estado ainda é incerto mesmo com declarações públicas de Fátima e Walter.

Política

26/02/2026

Vez ou outra, ouço alguém dizer:

— Walter Alves pode surpreender mais uma vez e assumir o governo após a renúncia de Fátima Bezerra.

Mesmo considerando o cenário improvável, acho que vale registrá-lo porque, do ponto de vista legal, ele pode ocorrer.

O que temos hoje?

A governadora Fátima Bezerra se coloca como pré-candidata ao Senado e, nessa condição, terá de deixar o governo até 4 de abril.

Já o vice-governador comunicou sua pré-candidatura a deputado estadual e avisou que não sucederá a petista no período restante da gestão.

O presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza, disse uma obviedade que acabou levantando uma lebre:

— A Assembleia Legislativa só fará eleição indireta se houver vacância dos cargos de governador e vice-governador — afirmou no início do ano legislativo.

Pode ter sido apenas uma forma de “esfriar” a movimentação de pretensos candidatos. Mas também pode ter havido a intenção de inocular a dúvida. E ela existe — talvez para pôr medo em Fátima ou levá-la a rever o projeto eleitoral.

— Walter assumiria para apoiar Allyson Bezerra e formar uma forte bancada na Assembleia — dizem.
Mas não era esse o plano de Walter com o PT? Por que desarrumar tudo para chegar ao mesmo resultado?

Se a intenção fosse apenas romper com o PT, bastaria anunciar apoio a Allyson sem descartar a hipótese de assumir o governo. Seria quase um xeque-mate na governadora, praticamente inviabilizando sua candidatura ao Senado.

Ao que parece, o vice-governador está mais empenhado em criar as condições para voltar à Assembleia.
De todo modo, a “variável Walter Alves” passou a integrar as conversas sobre o mandato-tampão.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.

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