Economia
20/02/2026
A situação fiscal dos estados brasileiros piorou pelo quarto ano consecutivo em 2025. De acordo com a Folha de S.Paulo, o enfraquecimento da atividade econômica reduziu o ritmo de crescimento do ICMS — principal fonte de arrecadação estadual — enquanto despesas avançaram acima das receitas.
Dados do Banco Central mostram que os governos estaduais encerraram o ano com superávit de apenas 0,04% do PIB, o pior resultado desde 2014, quando houve déficit.
Informações do Relatório Resumido da Execução Orçamentária indicam que as despesas cresceram 5,7% acima da inflação, enquanto a receita avançou 3,4% em termos reais.
O Boletim Fiscal dos Estados, divulgado pelo Comsefaz (comitê que reúne secretários estaduais de Fazenda), já apontava ao longo do ano a desaceleração das receitas. Em nota, o colegiado afirmou que 2025 consolidou uma fase de crescimento mais moderado da arrecadação. O ICMS subiu apenas 2,4% acima da inflação.
Segundo o Comsefaz, a perda de tração real torna a arrecadação mais sensível ao ritmo da atividade econômica e a ajustes regulatórios em setores estratégicos.
O comitê também destacou que as despesas correntes seguem pressionadas. Embora os investimentos tenham crescido 11% acima da inflação, ainda representam menos de 10% do gasto total. Já a despesa com pessoal — que responde por quase metade do orçamento — aumentou 3,2% em termos reais.
O quadro acende alerta para a sustentabilidade das contas estaduais em ano pré-eleitoral, especialmente após a renegociação de dívidas que ampliou o espaço para gastos recentes.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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