Justiça
13/04/2026
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta segunda-feira (13) que tem sido aconselhada por familiares a deixar o cargo diante das ofensas machistas que recebe com frequência.
A declaração foi feita durante a palestra “O Brasil na visão das lideranças públicas”, promovida pelo Instituto FHC, em São Paulo. Na ocasião, a ministra mencionou ameaças dirigidas a integrantes da Corte e avaliou que esse ambiente pode afastar possíveis candidatos ao Supremo.
— Algumas pessoas não vão querer ir, porque a nossa família não quer que a gente fique. Para nós, mulheres, nem se fala: a dificuldade é enorme. O discurso de ódio contra homens é de mau administrador. Contra nós, os senhores já viram o que fazem a meu respeito: é sexista, machista e desmoralizante. Todo mundo da família fala: “Cármen, sai disso, já fez o que tinha que fazer” — disse.
A ministra também reconheceu um “momento de tensão”, com o Supremo sendo alvo de questionamentos, mas afirmou que sua atuação é pautada pela lei.
— Da minha parte, podem dormir tranquilos, porque eu tento fazer o melhor todo dia e não há nenhuma linha minha que não seja com base na lei. Já votei contra o meu pai, que estava vivo, e o avisei, no caso dos poupadores — acrescentou.
Não é a primeira vez que Cármen Lúcia relata ataques dessa natureza. No mês passado, ela revelou ter sido informada sobre uma ameaça de bomba com o objetivo de atingi-la.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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