Política
08/04/2026
A governadora Fátima Bezerra encontrou em Carlos Eduardo Xavier, seu ex-secretário da Fazenda, o nome mais qualificado para defender seu legado.
Além de integrar o governo desde o início da atual gestão, o auditor fiscal teve papel central na equipe econômica — atuando na área tributária, no planejamento e, posteriormente, na condução da política fiscal do Estado.
Na pré-campanha ao governo, Cadu tem assumido essa linha com clareza. Por onde passa, defende Fátima com veemência:
— O governo da professora Fátima é o melhor dos últimos 20 anos no nosso Estado — afirmou em entrevista recente à Band.
Ele lembra que a petista recebeu o RN com salários atrasados, dívidas com fornecedores, baixa capacidade de investimento e um quadro crítico na segurança pública — com “polícia aquartelada” e “rebeliões nos presídios”.
Na visão de Cadu, o Estado vive hoje uma realidade completamente distinta.
Há quem discorde — e veja a atual gestão como uma das mais desastrosas dos últimos tempos. Esse embate já está posto na pré-campanha.
A questão é que a defesa do legado — da qual Cadu não pode escapar — tende a dificultar sua expansão eleitoral. Hoje, aparece em terceiro lugar, distante dos líderes nas pesquisas.
Mais do que nunca, precisa colar sua imagem à de Lula — ser o “Cadu de Lula”.
Mas o movimento natural da campanha o empurra para outro rótulo: o de “Cadu de Fátima”, carregando também o desgaste da governadora.
Eis o desafio central do marketing petista.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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