Economia
20/05/2026
Os governos do Brasil e dos Estados Unidos deram o pontapé inicial nas negociações sobre barreiras tarifárias. O primeiro encontro virtual reuniu o representante de Comércio norte-americano, Jamieson Greer, e o ministro Márcio Elias Rosa, do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).
A reunião é o primeiro fruto prático do aperto de mãos entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, ocorrido em 7 de maio. Os líderes deram um prazo de até 30 dias para o grupo de trabalho buscar avanços contra os entraves comerciais.
Greer correu para as redes sociais para elogiar o início dos trabalhos conjuntos. “Saúdo o engajamento construtivo do Brasil para avançar nas questões comerciais e espero continuar as discussões”, escreveu o americano.
Trump já havia adiantado que a revisão das tarifas seria o prato principal das negociações bilaterais. A ideia é que novas rodadas ocorram nos próximos meses para aparar as arestas remanescentes.
Mas o clima não é feito apenas de acenos amistosos no comércio bilateral. O sub-representante de Comércio americano, Jeffrey Goettman, evitou cravar se haverá acordo sobre a espinhosa investigação da Seção 301 conduzida por Washington.
Essa devassa do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) mira o Pix, o comércio na rua 25 de Março e o etanol brasileiro. O relatório final dessa investigação, iniciada no ano passado, deve ser concluído em julho.
Para complicar o meio de campo, o Brasil foi incluído em outro procedimento do órgão norte-americano ao lado de 59 nações. O processo apura o suposto uso de trabalho forçado em território nacional.
Em outra frente de negociação, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reuniu em Paris com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, à margem do G7. A dupla avaliou os impactos econômicos globais do conflito no Estreito de Ormuz.
Por fim, os dois países avançaram em um plano de cooperação aduaneira entre a Receita Federal e a alfândega dos Estados Unidos. O foco da parceria é engrossar o caldo contra o crime organizado, com ênfase na repressão ao tráfico de armas e drogas.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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