Política
21/05/2026
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), brecou o andamento da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do Banco Master nesta quinta-feira (21). Ele barrou a leitura do requerimento de criação do colegiado.
O chefe do Legislativo ignorou a pressão da oposição e segurou o processo. Para ele, dar o pontapé inicial na investigação é uma escolha exclusiva da Presidência do Congresso.
Ao rebater os questionamentos, Alcolumbre se amparou nas regras internas da Casa para justificar o freio. O parlamentar alegou que o comando tem autonomia para escolher a melhor data.
“Conforme disposto no Regimento Interno do Senado Federal, as matérias do expediente serão objeto da leitura a juízo do presidente”, afirmou Alcolumbre.
Ele seguiu desfiando os termos técnicos para legitimar a postura restritiva. Na sequência, declarou que “o momento da leitura é um ato discricionário da Presidência da Mesa do Congresso Nacional”.
O senador amapaense ainda pediu foco aos colegas durante a sessão conjunta do dia. A prioridade do momento era votar trechos da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).
O balde de água fria atingiu diretamente o senador Flávio Bolsonaro, autor da cobrança em plenário. A comissão pretende passar um pente fino em movimentações suspeitas e no uso de verbas públicas.
O caso ganhou contornos explosivos após o vazamento de áudios envolvendo o parlamentar e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A oposição já recolheu o apoio necessário para tirar a apuração do papel.
Os organizadores somaram as assinaturas de 27 senadores e 171 deputados federais exigidas para o protocolo. Eles alegam que a abertura deveria ser automática e citam decisões do STF (Supremo Tribunal Federal).
A corte máxima validou o respeito às minorias parlamentares durante a antiga crise sanitária. Mesmo sob forte cerco, Alcolumbre deixou claro que não pretende acelerar o relógio político agora.
Confira o vídeo:
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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