Cidades
05/11/2025
A ação movida pelo Ministério Público do Estado (MP) para anular a Lei nº 7.801/2024, que regulamenta o uso e ocupação do solo nas Áreas Especiais de Interesse Turístico e Paisagístico (AEITPs), acendeu o alerta no mercado imobiliário de Natal.
O órgão questiona mudanças feitas no Plano Diretor sem participação popular e sem estudos técnicos, mas o setor produtivo teme o efeito da incerteza sobre investimentos em áreas como a Via Costeira e a Redinha.
O Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI) afirmou, à Tribuna do Norte, que a judicialização da norma “introduz um elemento de incerteza prejudicial à confiança do mercado”.
Segundo o presidente da entidade, Roberto Peres, a falta de estabilidade nas regras pode “afastar investidores e compradores, paralisando projetos e retraindo o volume de negócios”.
Na mesma linha, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) alertou que a suspensão da lei pode travar obras e comprometer licenças já concedidas. “A engenharia sempre defende parâmetros urbanísticos claros e objetivamente aplicáveis. Essa previsibilidade é fundamental para o crescimento ordenado e sustentável da cidade”, afirmou o conselheiro Jorian Alves.
O juiz Artur Cortez Bonifácio deu 72 horas para que a Prefeitura e a Câmara Municipal se manifestem sobre o pedido de liminar.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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