Voto nulo ou branco não anula escolha para presidente, alerta TSE

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Ascom/TSE
Segundo o Glossário Eleitoral, o voto em branco ocorre quando o eleitor não manifesta preferência por nenhum candidato.

Eleições

17/09/2026

Uma nova versão de um antigo boato sobre votos brancos e nulos voltou a circular no WhatsApp e confundiu eleitores sobre o funcionamento da urna eletrônica.

A mensagem afirma que quem votar apenas para presidente e deixar os demais cargos em branco terá o voto considerado “parcial” e, por isso, anulado.

A informação é falsa. Não existe “voto parcial”, e o eleitor pode escolher votar apenas para presidente ou para qualquer outro cargo em disputa.

A urna eletrônica contabiliza cada voto individualmente. Assim, votar em branco ou nulo para uma função não interfere na escolha feita para as demais.

O boato começou a circular na internet durante as Eleições 2018 e agora ganhou uma nova versão, falsamente atribuída a um mesário que teria participado de treinamento da Justiça Eleitoral.

A alegação também não se sustenta porque as mesárias e os mesários ainda estão sendo nomeados e, portanto, não passaram pelo treinamento para os trabalhos eleitorais de outubro deste ano.

Como funcionam os votos

Segundo o Glossário Eleitoral, o voto em branco ocorre quando o eleitor não manifesta preferência por nenhum candidato.

Na urna, a opção é registrada após o eleitor pressionar a tecla “Branco” e, em seguida, “Confirma”.

Já o voto nulo ocorre quando o eleitor digita um número que não corresponde a nenhuma candidatura ou partido político e confirma a opção após o alerta exibido pela urna.

Tanto o voto branco quanto o nulo podem ser registrados para qualquer cargo. Esses votos, porém, não entram na contagem dos votos válidos e têm finalidade estatística.

Por isso, não são transferidos para candidatos ou partidos e não interferem diretamente na quantidade de votos válidos destinada a cada candidatura.

Atenção à sequência

A votação segue uma ordem previamente definida. A recomendação é anotar os números das candidatas e dos candidatos em um papel e levar a chamada “cola” para a cabine.

O uso de telefone celular é proibido durante a votação.

Em 2022, a sequência era deputado federal, deputado estadual ou distrital, senador, governador e presidente.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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