Cidades
29/09/2025
Impulsividade, desatenção e agitação, sintomas do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), também afetam a direção.
A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) afirma que condutores com o transtorno têm o dobro de chance de se envolver em acidentes, segundo estudos internacionais.
No Brasil, a prevalência é de 7,6% em crianças e adolescentes, 5,2% em jovens adultos e 6,1% em pessoas acima de 44 anos.
Durante o 16º Congresso Brasileiro de Medicina do Tráfego, em Salvador, a médica Joan Faber explicou que o TDAH está ligado a falta de julgamento, busca por emoções e percepção superestimada de competência no volante.
“A compreensão do quadro e a experiência na direção podem modificar esse risco relativo”, disse.
Segundo ela, motoristas com TDAH têm desempenho melhor em trajetos urbanos e com câmbio manual, que exige mais atenção.
Mas enfrentam maiores riscos em longas distâncias e estradas monótonas, sobretudo sem medicação.
“Tarefas secundárias, como comer, mudar o rádio ou usar o celular pioram substancialmente o desempenho”, concluiu.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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