Justiça
29/04/2026
O TCE (Tribunal de Contas do Estado) autorizou a continuidade do fornecimento de oxigênio medicinal para a rede estadual. A medida visa evitar o sufocamento das unidades hospitalares, mas impõe condições severas à gestão.
O imbróglio jurídico envolve o contrato da Sesap (Secretaria Estadual de Saúde Pública) com a empresa CR Oxigênio Gases e Equipamentos Ltda. Suspender as entregas agora traria um perigo real de desabastecimento nos hospitais potiguares.
Para proteger o erário, a Corte exige que a secretaria detalhe com lupa todos os custos operacionais. A fornecedora precisará instalar medidores de luz independentes para não empurrar suas contas de energia para o contribuinte.
O dinheiro só cairá na conta da empresa se houver prova de que gastos indevidos foram devidamente descontados. O tribunal também barrou qualquer prorrogação do acordo ou novas adesões à ata de preços.
A pureza do gás fornecido também passou a ser alvo de inspeção técnica rigorosa. O Conselho Regional de Medicina e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) darão seu veredito sobre o produto.
O secretário Alexandre Motta Câmara terá de prestar esclarecimentos formais sobre a condução do processo. Além disso, técnicos do tribunal realizarão vistorias presenciais para conferir se as normas estão sendo cumpridas.
Segundo o tribunal, o foco é garantir o suprimento vital sem abrir mão do controle rígido sobre o cofre público.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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