Supremo condena deputados do PL por corrupção passiva

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Gustavo Moreno/STF
Ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia no julgamento dos deputados condenados ​pelo crime de corrupção passiva. ​

Justiça

17/03/2026

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta terça-feira (17) dois deputados federais e um suplente do PL pelo crime de corrupção passiva.

Por 4 votos a 0, o colegiado formou placar unânime para aceitar a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA), além do suplente Bosco Costa (PL-SE), por cobrança de propina para a liberação de emendas parlamentares.

Conforme a acusação, entre janeiro e agosto de 2020, os deputados solicitaram vantagem indevida de R$ 1,6 milhão para liberação de R$ 6,6 milhões em emendas para o município de São José de Ribamar (MA).

O voto do relator, ministro Cristiano Zanin, prevaleceu no julgamento. Zanin disse que há provas robustas de que os acusados cometeram crime de corrupção passiva ao solicitarem o pagamento de propina ao então prefeito do município José Eudes, que denunciou o caso.

O entendimento foi seguido pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

O colegiado também decidiu absolver os réus da acusação de organização criminosa.

Dosimetria

A Primeira Turma do STF definiu, nesta terça-feira, as penas de dois deputados federais do PL e de um suplente condenados por corrupção.

  • Josimar Maranhãozinho: 6 anos e 5 meses de prisão

  • Pastor Gil: 5 anos e 6 meses

  • Bosco Costa: 5 anos

Todos deverão cumprir pena em regime semiaberto.

Apesar das condenações, não haverá prisão imediata, já que ainda cabem recursos.

Pela Constituição, a sentença criminal implicaria a perda dos mandatos de Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil. O colegiado, porém, entendeu que caberá à Câmara dos Deputados avaliar a compatibilidade do regime semiaberto com o exercício parlamentar — e, portanto, decidir sobre a manutenção ou não dos mandatos.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.

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