Justiça
22/05/2026
O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar, hoje (22), as ações que contestam as alterações na Lei da Ficha Limpa. A análise dos ministros ocorre no plenário virtual e termina no próximo dia 29 de maio.
A Corte decide se suspende trechos da Lei Complementar 219/2025, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado. As novas regras reduzem o tempo de afastamento eleitoral de políticos condenados.
Nomes conhecidos como Eduardo Cunha, Anthony Garotinho e José Roberto Arruda figuram entre os possíveis beneficiados. Agora, a contagem da punição passa a valer a partir da condenação por órgão colegiado, e não após o cumprimento total da pena.
A Rede Sustentabilidade, autora de uma das ações, argumenta que a reforma enfraquece a moralidade administrativa. O partido aponta ainda erros na tramitação, pois o Senado modificou o texto da Câmara dos Deputados e não devolveu o projeto para nova votação.
A relatoria do processo está nas mãos da ministra Cármen Lúcia. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou parecer considerando a maior parte das mudanças constitucionais por ser competência do Legislativo.
Contudo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pede a derrubada de trechos específicos. O órgão rejeita a contagem simultânea da inelegibilidade com a suspensão de direitos políticos, defendendo que são punições distintas.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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