STF deve analisar caso Alexandre de Moraes e André Mendonça após eleições

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Ascom/STF
Moraes deve ser investigado por relacionamento com Vorcaro, e Mendonça por crime de responsabilidade.

Justiça

08/09/2026

Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) avalia nos bastidores que o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, deverá levar ao plenário somente após as eleições de outubro o caso envolvendo as acusações trocadas entre Alexandre de Moraes e André Mendonça.

A expectativa considera os prazos estabelecidos por Fachin para manifestações dos dois ministros, da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal (PF), que devem terminar na semana de 21 de dezembro.

Segundo a avaliação de ministros, Fachin não deve pautar o caso próximo ao primeiro turno para evitar que um julgamento considerado sensível seja influenciado pelo ambiente eleitoral. A possibilidade de uma sessão entre o primeiro e eventual segundo turno também é vista como improvável.

O pedido de manifestações foi interpretado internamente como uma estratégia para ganhar tempo e buscar uma solução dentro da Corte. Uma das possibilidades seria Fachin decidir individualmente, mas a tendência é que a palavra final fique com o plenário.

Os ministros terão de analisar, de um lado, se deve ser aberta investigação contra Moraes com base em relatório da PF. O documento reúne mais de 50 mensagens enviadas por Vorcaro ao ministro, incluindo consultas sobre uma possível fuga do Brasil, além de informações sobre um contrato de R$ 131 milhões envolvendo a mulher de Moraes e o Banco Master.

De outro lado, Moraes pediu que Mendonça seja investigado por crime de responsabilidade e improbidade administrativa. A acusação envolve suposto direcionamento político na condução de inquéritos relacionados ao Banco Master e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Fachin retirou o caso do inquérito das fake news e abriu um processo separado, reunindo também a decisão de Mendonça contra Moraes. A tendência é que o presidente do STF leve as acusações ao plenário em um julgamento conjunto.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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