Justiça
26/05/2026
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou nesta terça-feira (26) a decisão do ministro Flávio Dino que extinguiu a aposentadoria compulsória como punição máxima para magistrados condenados por infrações disciplinares graves, como corrupção, venda de sentenças e assédio.
Por unanimidade, o colegiado rejeitou recursos apresentados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e por dois magistrados que haviam sido aposentados compulsoriamente e perderam o benefício após a decisão.
Em março, Dino entendeu que a aposentadoria compulsória deixou de existir como sanção disciplinar após a promulgação da reforma da Previdência, por meio da Emenda Constitucional nº 103. Pelo novo entendimento, quando o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aplicar a penalidade máxima a um magistrado, caberá à Advocacia-Geral da União (AGU) acionar o STF para que seja decretada a perda do cargo.
Ao votar, Dino afirmou que a aposentadoria compulsória transfere para a sociedade o custo da punição. “A punição é para o contribuinte”, disse o ministro ao defender que magistrados que pratiquem crimes graves não continuem sendo remunerados pelo Estado.
Os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia acompanharam o relator. Moraes afirmou que não faz sentido punir um juiz corrupto com aposentadoria remunerada. “A aposentadoria compulsória paga pelo contribuinte não é sanção”, declarou.
Criado em 2005, o Conselho Nacional de Justiça já aplicou 126 aposentadorias compulsórias a magistrados em duas décadas de atuação. Até agora, a medida era considerada a punição administrativa mais severa prevista na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman).
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
ver mais
Receba notícias exclusivas