Mundo
26/06/2026
Equipes de resgate correm contra o relógio na Venezuela após o pior terremoto no país em mais de um século. O número de mortos subiu para 235, conforme balanço divulgado pelo ministro da Saúde, Carlos Alvarado.
"Infelizmente, recebemos cerca de 235 pacientes que chegam sem sinais vitais ou que falecem ao chegar aos nossos centros de saúde", afirmou Alvarado. Os abalos atingiram a costa norte na noite de quarta-feira (24), com danos severos na capital, Caracas.
O segundo tremor registrou magnitude 7,5 e desponta como o mais intenso desde 1900, segundo o USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos). O MRE (Ministério das Relações Exteriores) confirmou a morte de dois brasileiros no desastre.
"O MRE informa, com grande pesar, o falecimento de uma cidadã e um cidadão brasileiros em consequência dos terremotos que atingiram a Venezuela. O MRE informa estar prestando assistência consular às famílias das vítimas. Em atendimento ao direito à privacidade, o MRE não divulgará informações pessoais dos falecidos", diz o comunicado oficial.
Os socorristas tentam aproveitar a chamada “janela de ouro”, as primeiras 48 a 72 horas cruciais para achar sobreviventes. Após esse prazo, a falta de água reduz drasticamente as chances de encontrar pessoas com vida sob os escombros.
Os profissionais adotam a “regra dos quatro”, calculando limites sem ar, água e comida. Contudo, precedentes como o sismo da Turquia em 2023 mostram salvamentos milagrosos ocorrendo até 10 dias depois.
Especialistas alertam que o calor do verão venezuelano acelera o risco de desidratação severa. O sucesso dos resgates tardios dependerá do nível de ferimentos das vítimas e do acesso ao oxigênio no isolamento.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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