Política
10/04/2026
Rafael Motta, pré-candidato ao Senado pelo PDT, subiu o tom contra o senador Rogério Marinho (PL). Em entrevista à 98 FM, ele afirmou que o adversário "comprou o mandato" na eleição de 2022.
O pedetista comentou a polêmica estratégia da esquerda naquele pleito. Na época, ele e Carlos Eduardo disputaram o cargo separadamente, o que muitos apontam como causa da derrota.
Motta contestou a ideia de que uma candidatura única garantiria a vitória. Para ele, o eleitorado era diverso demais para permitir uma transferência automática de votos.
“Não é tão simples somar os porcentuais daqueles que não votaram no candidato que venceu e dizer que esses votos iriam para um candidato da esquerda”, afirmou.
Ele explicou que sua base reunia perfis variados, incluindo eleitores de centro e ligados a líderes do interior. Por isso, os votos dificilmente migrariam de forma homogênea para outro nome.
O ex-deputado também mirou o período em que Marinho foi ministro no governo de Jair Bolsonaro. Ele classificou a disputa eleitoral de dois anos atrás como uma “disputa desleal”.
“Rogério simplesmente despejou bilhões de reais aqui no Rio Grande do Norte, basicamente comprou o mandato de forma completamente atabalhoada”, disparou.
Rafael comparou a força das verbas destinadas por cada um durante a campanha. Segundo ele, o volume de recursos federais injetados no estado desequilibrou o jogo.
“Enquanto eu mandava uma emenda para um prefeito, ele mandava um trator para um suplente de vereador”, ironizou.
O político acredita que esses investimentos pesaram diretamente no resultado final das urnas. Ele não poupou palavras ao definir a situação como uma manobra irregular.
“Do meu ponto de vista, é uma compra de votos, indireta que seja”, concluiu o pré-candidato. Além das críticas financeiras, Motta defende que fatores estruturais moldaram o cenário da última eleição.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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