Política
17/07/2026
A governadora Fátima Bezerra tem pouco tempo para arrumar a casa antes das convenções partidárias.
A decisão do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza, de apoiar Álvaro Dias, em vez de integrar a aliança de Cadu Xavier, desmontou o planejamento do PT.
O partido ficou sem vice.
A vaga estava reservada para o PSDB de Ezequiel. Pelo visto, não havia plano B.
Foi aí que surgiu a ideia de remanejar Rafael Motta.
Lançado pelo PDT como pré-candidato ao Senado, Rafael aparece bem nas pesquisas e, em diversos cenários, supera a própria pré-candidata do PT, Samanda Alves, tratada como prioridade por Fátima.
Fátima já sondou o ex-deputado federal para trocar a disputa ao Senado pela vaga de vice.
Ouviu um sonoro “não”.
E faz sentido.
Rafael dificilmente abrirá mão de uma candidatura que considera competitiva ao Senado para ocupar a vice de uma chapa que ainda tenta decolar. Cadu Xavier segue em terceiro lugar na maior parte das pesquisas divulgadas até agora.
Mas Fátima ainda não jogou a toalha. Costuma ser persistente nessas horas.
Se a conversa direta com Rafael não surtir efeito, resta recorrer às instâncias nacionais do PDT — leia-se Carlos Lupi — ou ao principal cabo eleitoral do campo progressista: o presidente Lula.
Em Brasília, corre a máxima de que poucos resistem a um telefonema do líder petista.
Por via das dúvidas, é melhor Rafael Motta deixar o celular fora de área.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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