Próximo presidente indicará quatro ministros do STF e 21 vagas nos tribunais

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Agência Brasil
Disputa pelas indicações já incendeia os debates e palanques da corrida eleitoral de 2026.

Política

15/06/2026

O próximo presidente da República terá o poder de moldar a cara do Judiciário brasileiro. O futuro governante indicará 21 dos 99 ministros titulares e substitutos das cortes superiores, o que representa um quinto de todas as cadeiras.

A reviravolta será profunda no STF (Supremo Tribunal Federal), onde quatro das onze vagas serão renovadas. Um dos postos está vago desde a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, e outros três se abrirão até 2029.

O assento de Barroso segue desocupado após um travamento político no Legislativo. O presidente Lula tentou emplacar o ministro Jorge Messias, mas o Senado derrubou o nome por 42 votos a 34.

O calendário de saídas compulsórias já está desenhado para os próximos anos. Luiz Fux deixa a corte até abril de 2028 e Cármen Lúcia se aposenta até abril de 2029.

Já o ministro Gilmar Mendes atinge a idade limite em dezembro de 2030. Existe a chance de o magistrado antecipar sua saída para tentar carimbar a escolha de seu sucessor.

A movimentação também mexerá com as estruturas do STJ (Superior Tribunal de Justiça). A corte tem uma vaga aberta e aguarda a saída de mais cinco ministros até 2029.

Uma eventual vitória da direita nas urnas alterará o equilíbrio de forças dentro do STJ. O bloco de magistrados não indicados pelo PT pode saltar de três para sete nomes.

No TST (Tribunal Superior do Trabalho), quatro ministros de ala progressista se aposentam até 2028. Essa debandada promete chacoalhar os posicionamentos do tribunal, composto por 27 membros.

A disputa pelas indicações já incendeia os debates e palanques da corrida eleitoral. Praticamente todos os pré-candidatos colocaram propostas de reforma do Judiciário em suas agendas de campanha.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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