Cidades
20/10/2025
As praias do Rio Grande do Norte estão perdendo entre 1,2 e 1,6 metro por ano, taxas até três vezes maiores que a média mundial para praias arenosas.
O alerta é do geólogo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Venerando Amaro, que coordena o Laboratório de Geoprocessamento e monitora o litoral potiguar. Segundo ele, o cenário é crítico e tende a se agravar nos próximos anos.
Dados do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) mostram que os trechos mais afetados ficam em São Miguel do Gostoso, Caiçara, Touros, Galinhos, Macau e Areia Branca.
Em alguns pontos, a perda chega a 6 metros por ano, com São Miguel do Gostoso liderando o ranking da destruição. “Retemos o sedimento no continente, e ele não chega às praias para alimentá-las naturalmente”, explicou o pesquisador à Tribuna do Norte.
A Prefeitura de São Miguel do Gostoso afirmou que o município tem larga faixa de areia, de até 300 metros, o que reduz o impacto das marés sobre as construções.
A gestão disse ainda não haver registros recentes de danos e destacou que a administração das praias é feita desde 2018 em parceria com a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), por meio do Termo de Adesão à Gestão das Praias (TAGP).
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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