Economia
08/04/2026
O Porto de Natal encerrou 2025 com o motor cheio. A movimentação de cargas saltou 21,23% em comparação ao ano anterior.
Segundo a Codern (Companhia Docas do Rio Grande do Norte), o terminal movimentou 494.963 toneladas. Em 2024, esse volume era de pouco mais de 408 mil toneladas.
O desempenho mostra que o porto está recuperando seu espaço de forma expressiva. A estratégia agora é fisgar novos investimentos públicos e de empresas parceiras.
O ritmo das operações variou muito ao longo dos meses. O segundo semestre foi o grande responsável pela virada de jogo nos números.
Em agosto, por exemplo, o crescimento atingiu impressionantes 271,33%. Outubro também registrou uma subida considerável de 74,56%.
Nem tudo foi festa, já que janeiro e julho tiveram quedas pontuais. Isso acontece por causa da exportação de frutas, que depende muito das safras sazonais.
O diretor-presidente da Codern, Paulo Henrique Macedo, celebra o interesse estrangeiro. O olhar de fora está cada vez mais atento ao potencial potiguar.
“A Codern tem despertado interesse de investidores, inclusive da Índia. Um exemplo concreto é o arrendamento do Pátio Norte pela empresa indiana Fomento do Brasil”, afirmou o gestor.
O plano de modernização do terminal segue a todo vapor. As obras incluem desde energia solar até a reforma completa de armazéns e cais.
A dragagem do canal e melhorias na Ponte Newton Navarro também estão no radar. A ideia é tornar o porto muito mais competitivo no cenário nacional.
O dinheiro virá de uma mistura entre o Governo Federal e empresas privadas. A União deve liberar cerca de R$ 80 milhões para a companhia em 2026.
Um contrato com a Top Link para o pátio sul já prevê R$ 3 milhões em melhorias imediatas. É a iniciativa privada ajudando a girar a economia local.
A direção garante que o foco não é a privatização total do ativo. O modelo escolhido é o de arrendamento, que busca eficiência e sustentabilidade financeira.
Com o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o Porto de Natal entra em um novo ciclo. A expectativa é que o volume de cargas continue subindo e diversificando nos próximos anos.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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