Petróleo dispara e ultrapassa US$ 100 com guerra e bloqueio do Estreito de Hormuz

Example news
Reprodução/Redes Sociais
Vista aérea da costa iraniana e da ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% da produção de petróleo no mundo.

Mundo

09/03/2026

O preço do petróleo voltou a superar os US$ 100 por barril nesta segunda-feira (9), impulsionado pela escalada da guerra no Oriente Médio e pela interrupção do transporte de navios-tanque no Estreito de Hormuz, uma das rotas energéticas mais estratégicas do mundo.

O barril do Brent, referência internacional, chegou a subir cerca de 11%, para US$ 103, após ter alcançado quase US$ 120 mais cedo. A disparada ocorre depois que produtores do Oriente Médio reduziram a oferta, em meio ao agravamento do conflito regional.

O fechamento do Estreito de Hormuz — por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial — interrompeu o fluxo de exportações e ampliou os temores de uma crise energética global.

Diante da escalada dos preços, ministros das Finanças do G7 discutem a possibilidade de uma liberação coordenada de reservas estratégicas de petróleo. Segundo o Financial Times, autoridades avaliam liberar entre 300 milhões e 400 milhões de barris, cerca de 30% das reservas disponíveis.

A tensão aumentou após Kuwait e Emirados Árabes Unidos iniciarem cortes na produção no fim de semana, enquanto o Iraque já havia interrompido parte de sua extração. No pico do movimento, o Brent chegou a subir até 29%.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a alta nos preços é “um preço pequeno a pagar” diante do confronto com o Irã, acrescentando que os valores devem cair quando a ameaça nuclear iraniana for eliminada.

Analistas alertam que o principal risco não está apenas na produção, mas no transporte do petróleo. “Se o estreito permanecer fechado por muito tempo, será necessário um preço mais alto para conter a demanda”, disse Giovanni Staunovo, do UBS.

Estimativas do JPMorgan indicam que as interrupções na produção no Oriente Médio podem superar 4 milhões de barris por dia até a próxima semana. A região responde por cerca de um terço da produção global.

O impacto já se espalha pelo mercado de energia. O diesel na Europa ultrapassou US$ 170 por barril, enquanto países como China e Coreia do Sul adotam medidas emergenciais para conter a escalada dos preços.

Sinais de escassez também aparecem no mercado financeiro. O chamado spread à vista do Brent — diferença entre os dois contratos mais próximos — chegou a US$ 9,82 por barril, o maior nível desde 2013.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.

ver mais

VÍDEOS

Enviar email

Cadastre-se

Receba notícias exclusivas