Mundo
20/04/2026
O mercado de energia acordou em chamas hoje (20). Os preços do petróleo e do gás natural dispararam após a Marinha dos EUA capturar um navio iraniano.
A confusão ferve no Estreito de Ormuz, o principal gargalo energético do planeta. O barril do petróleo Brent saltou 7,9%, recuperando quase todo o valor perdido na última sexta-feira.
Já o gás natural na Europa subiu até 11% no mercado internacional. O clima pesou de vez no fim de semana, quando o Irã voltou a travar a passagem na região.
Teerã acusa Washington de furar o acordo de cessar-fogo ao impor bloqueios navais. O presidente Donald Trump confirmou a interceptação de uma embarcação iraniana no Golfo de Omã.
Segundo o líder americano, o navio ignorou ordens de parada ao tentar zarpar da área. Este é o primeiro embate direto de peso desde o início do bloqueio, há uma semana.
O Estreito de Ormuz escoa um quinto do fluxo mundial de petróleo e GNL (Gás Natural Liquefeito). Qualquer trancada nessa via faz o risco de uma crise energética explodir mundialmente.
Dados de rastreamento mostram que o tráfego de navios simplesmente parou no último domingo. Pelo menos 13 petroleiros recuaram para o Golfo Pérsico para evitar o fogo cruzado.
Especialistas temem que esse choque na oferta alimente a inflação em diversos países. O perigo agora é uma mistura amarga de economia lenta com preços nas alturas.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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