Economia
01/04/2026
A Petrobras anunciou hoje (1º) um salto de 54,63% no preço do QAV (Querosene de Aviação). O reajuste para as distribuidoras segue o contrato de atualização mensal.
A pancada no bolso reflete o caos no mercado internacional. O barril do petróleo passou dos US$ 100 com o aumento das tensões entre Irã, Estados Unidos e Israel.
O Brasil ainda importa um quinto do combustível usado nos aviões. No Rio Grande do Norte, o Aeroporto Internacional Aluízio Alves sente o impacto direto por meio da BR Aviation.
Para evitar que as passagens decole sem volta, Brasília tenta uma manobra fiscal. O Ministério de Minas e Energia quer reduzir o PIS (Programa de Integração Social) e a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social).
O governo federal também planeja abrir os cofres para as empresas. A ideia é criar uma linha de crédito com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil.
O QAV consome cerca de 30% do orçamento das companhias aéreas. Como as margens de lucro são apertadas, o aumento deve sobrar para o passageiro.
Manuel Irarrazaval, da holding Abra (que reúne Gol e Avianca), considerou a alta da estatal “moderado” frente ao cenário global. Ele admitiu, porém, que repasses ao consumidor podem ser necessários.
A Azul já se antecipou e subiu as tarifas em 20% nas últimas três semanas. A empresa vai até diminuir a oferta de voos domésticos para tentar equilibrar o prejuízo.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
ver mais
Receba notícias exclusivas