Política
05/11/2026
O Partido Democrático Trabalhista (PDT) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a fórmula de distribuição das sobras eleitorais, mecanismo que definiu 128 das 513 vagas da Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8036, relatada pelo ministro Gilmar Mendes, pede liminar para suspender a regra antes da posse da nova legislatura, em fevereiro de 2027.
O partido questiona o método das maiores médias, conhecido como D’Hondt, por entender que favorece legendas com maior votação total e pode prejudicar a representação proporcional. Para ilustrar o argumento, a ação cita o ex-governador do Rio Grande do Norte Robinson Faria (PP), que recebeu 123.008 votos, mas não conseguiu uma vaga na Câmara.
A petição, protocolada em 21 de outubro, não pede diretamente a eleição dos candidatos mais votados nem solicita expressamente o recálculo do resultado de 2026. O PDT questiona a fórmula utilizada na divisão das vagas restantes e sustenta que ela fere princípios constitucionais como a igualdade do voto, a soberania popular e o pluralismo político.
A eventual mudança, porém, enfrenta questionamentos relacionados à segurança jurídica e à anterioridade eleitoral, já que o pleito foi realizado sob as regras atuais. Não há prazo para a decisão de Gilmar Mendes sobre o pedido de liminar, que pode ter reflexos na composição da Câmara e na organização dos trabalhos legislativos a partir de 2027.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 96 FM Natal, 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras.
ver mais
Receba notícias exclusivas