Política
25/02/2026
Um estudo feito pela Confederação Nacional de Municípios (CMN) indica que propostas em tramitação no Congresso podem gerar impacto de até R$ 270 bilhões aos cofres municipais.
O levantamento foi apresentado durante a Mobilização Municipalista ontem (24), com participação de mais de mil gestores.
O maior efeito viria da aposentadoria especial para Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias, prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 14/2021 e no Projeto de Lei Complementar (PLP) 185/2024, com possível aumento de R$ 103 bilhões no déficit atuarial dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS).
O estudo também aponta impacto de R$ 17 bilhões anuais com piso de médicos e R$ 20 bilhões na educação básica, além de outras medidas que podem somar mais de R$ 80 bilhões em despesas.
“Nunca o movimento de pisos salariais nacionais esteve tão frequente no país. O Executivo e o Legislativo ignoram a capacidade financeira dos Entes locais e o princípio da Emenda Constitucional 128, que veda a geração de encargos sem a fonte de custeio. Vemos a cada dia a autonomia municipal ser esvaziada, transformando os Municípios em meros executores de despesas federais e colocando em risco a entrega de saúde, educação, assistência social e infraestrutura ao cidadão na ponta”, afirmou o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.
*Com informações da Agência CNM de Notícias.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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