Política
27/04/2026
Edinho Silva, presidente do PT, pregou humildade para a legenda reconquistar setores resistentes da sociedade. O dirigente encerrou o 8º Congresso Nacional da sigla cobrando uma análise sincera sobre o afastamento do povo.
Para Edinho, o partido não pode se "irritar" ao perder votos na periferia. Ele defende que é preciso entender as razões por trás da revolta de grupos como os motoristas de aplicativo.
“Não podemos ser reativos quando juventude evangélica diz que não quer conversar conosco, temos que ter humildade e perguntar porque a juventude evangélica não quer conversar conosco”, disparou o presidente.
O discurso acompanha a aprovação de um manifesto que faz acenos ao centro político. A estratégia foca em uma "concertação social" para viabilizar a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.
Edinho questionou por que o reconhecimento popular não acompanha o que ele classifica como o "governo mais exitoso da história". A solução, segundo ele, reside em retomar o diálogo direto e a organização de base.
Sobre a categoria dos transportes, ele admitiu que a resistência gera ruído interno. “Quando a nova classe trabalhadora, os motoristas de aplicativo, se revoltam conosco, evidente que gera indignação, mas temos que ter humildade e perguntar onde estamos errando”, afirmou.
O dirigente também mirou o sentimento antissistema que ganha força no país. Para ele, a resposta contra o establishment deve vir obrigatoriamente da esquerda, nunca do fascismo.
Ele criticou a postura acuada da legenda diante de denúncias que afetam a popularidade do governo. "Como pode a gente estar vivendo ambiente de antissistema e o PT ficar recuado politicamente?", provocou Edinho.
O petista ainda atacou o modelo de política feito por influenciadores e a cultura da "lacração". Ele reforçou que o eleitor deve focar em projetos de saúde e educação, não em indivíduos sem propostas.
No encerramento, sobrou munição para o Congresso Nacional e as emendas impositivas. O dirigente afirmou que o modelo atual retira a autonomia do orçamento e "usurpa o direito do presidencialismo".
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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