Novas regras do 'Minha Casa, Minha Vida' entram em vigor nesta quarta-feira

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Clóvis Miranda/Semcom/Prefeitura de Manaus/Divulgação
Governo também ampliou limites do FGTS e valores de financiamento do Minha Casa, Minha Vida.

Economia

20/04/2026

A Caixa Econômica Federal abre a porteira para as novas regras do MCMV (Minha Casa, Minha Vida) na quarta-feira (22). O programa agora abraça imóveis de até R$ 600 mil e famílias com rendimento mensal de R$ 13 mil.

A mudança estica os limites em todas as faixas e facilita a vida de quem busca morar melhor. Com juros abaixo do mercado, a meta é colocar a chave na mão de 87,5 mil novas famílias.

Analistas apontam que a classe média é a grande vitoriosa da vez. Esse grupo recupera o fôlego para financiar o teto próprio após enfrentar taxas proibitivas e restrições severas.

Os novos degraus de renda mudam o jogo para o trabalhador. A Faixa 1 agora vai até R$ 3.200, enquanto a Faixa 2 atinge o teto de R$ 5.000.

Na Faixa 3, o limite subiu para R$ 9.600. Já a Faixa 4 engloba quem ganha até R$ 13.000 mensais.

Mudar de faixa significa pagar menos para o banco no fim do mês. Quem migra da Faixa 3 para a 2, por exemplo, vê o juro cair de 8,16% para 7% ao ano.

O preço dos imóveis permitidos também ganhou um fôlego extra em todo o país. Unidades de até R$ 600 mil entraram no radar da Faixa 4, um salto de R$ 100 mil sobre o teto anterior.

“Com o mesmo salário, é possível adquirir um imóvel melhor ou exigir uma entrada menor, já que o crédito ficou mais acessível e as taxas dentro do programa são mais baixas", afirma a advogada Daniele Akamine ao g1.

O movimento tenta driblar a Selic estacionada em patamares altos. Atualmente em 14,75%, a taxa básica de juros vinha sufocando o crédito imobiliário tradicional.

Em menos de um ano, o teto de renda do programa saltou de R$ 8 mil para R$ 13 mil. O MCMV consolidou-se como o principal pilar de sustentação do setor da construção civil nacional.

"Quem realmente sustentou o setor de construção no ano passado foi o programa", explica Ana Maria Castelo, coordenadora do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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