Segurança Pública
17/06/2026
A Polícia Militar do Rio Grande do Norte prendeu, na manhã desta quarta-feira (17), mais dois suspeitos de envolvimento no atentado que matou o assessor parlamentar Alyson Dyego de Oliveira Morais e deixou ferido o vereador de Mossoró e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL). A operação, realizada em Mossoró, também resultou na apreensão de duas armas de fogo que serão submetidas à perícia para verificar se foram utilizadas no ataque.
Com as novas prisões, chega a quatro o número de detidos no curso das investigações. Segundo o comandante-geral da PM, coronel Alarico Azevedo, um dos suspeitos presos nesta quarta-feira teria participação direta na ação criminosa, atuando como motorista do veículo usado pelos atiradores. O outro homem é apontado como responsável por dar apoio à fuga do grupo.
Em entrevista à InterTV Cabugi, Alarico afirmou que a resposta das forças de segurança começou ainda durante a madrugada seguinte ao atentado. Segundo ele, uma força-tarefa envolvendo Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica, Corpo de Bombeiros e Secretaria de Segurança Pública foi montada sob acompanhamento direto da governadora Fátima Bezerra.
Após o ataque, os criminosos abandonaram o Toyota Corolla utilizado na ação e fugiram por uma área de mata, desencadeando buscas com drones e equipes terrestres. Na manhã seguinte, a polícia recebeu informações de que os suspeitos tentariam deixar Mossoró em direção ao Ceará em um Ford Ka, o que levou à montagem de uma operação conjunta com a Polícia Militar cearense.
O trabalho resultou, na terça-feira (16), na prisão de José Antônio da Costa e Vinicius Gabriel da Silva Freitas, interceptados em um táxi na CE-040, em Beberibe. Segundo a PM, ambos confessaram participação no atentado durante a abordagem e indicaram locais onde equipamentos utilizados na ação teriam sido escondidos.
Com base nessas informações, os policiais localizaram um colete balístico na noite de terça-feira. Já na manhã desta quarta-feira, ao retornarem à mesma região, encontraram os outros dois suspeitos e apreenderam as armas que agora serão periciadas.
Outro elemento que passou a integrar a investigação é uma movimentação financeira identificada em um dos celulares apreendidos. De acordo com o coronel Alarico, os suspeitos tentaram destruir os aparelhos no momento da prisão, mas uma notificação permaneceu visível na tela indicando uma transação via Pix no valor de R$ 10 mil.
A Polícia Civil ainda apura se o valor foi recebido ou enviado, quem participou da operação financeira e se a movimentação tem ligação direta com a execução do atentado. Por enquanto, a polícia evita associar o pagamento a possíveis mandantes ou à motivação do crime.
O atentado ocorreu na noite de segunda-feira (15), em frente à UPA do Alto de São Manoel, em Mossoró. Cabo Deyvison acompanhava uma mulher e uma criança que havia sido atacada por um cachorro quando ocupantes de um veículo passaram atirando contra o local. O vereador foi socorrido e permanece internado com quadro considerado estável. Já seu assessor, Alyson Dyego, morreu no local.
Antes do ataque, Cabo Deyvison havia divulgado vídeos nas redes sociais relatando ameaças atribuídas a integrantes de facções criminosas e afirmando que familiares também vinham sendo intimidados. Essa linha de investigação continua sendo analisada pela Polícia Civil, que ainda não confirma qualquer relação direta entre as denúncias e o atentado.
Ao comentar o caso, o coronel Alarico afirmou ter conversado pessoalmente com o vereador no hospital e garantiu que todas as informações repassadas por ele serão utilizadas no trabalho de inteligência das forças de segurança. Segundo o comandante, a prioridade agora é concluir a identificação de todos os envolvidos e esclarecer a motivação do crime.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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