Cidades
18/08/2026
Natal demonstra avanços importantes na estruturação de políticas públicas contra mudanças climáticas. No entanto, o município ainda esbarra em fragilidades de execução e financiamento.
O alerta veio à tona por meio de um levantamento do TCE (Tribunal de Contas do Estado). O estudo utilizou a metodologia do TCU (Tribunal de Contas da União).
O eixo de Governança liderou os pontos positivos do relatório municipal. A cidade possui ferramentas como o PMAMC (Plano Municipal de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas).
Também integram o planejamento o PMRR (Plano Municipal de Redução de Riscos) e o PLANCON (Plano de Contingência de Natal). A atuação da Semurb (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo) recebeu avaliações favoráveis.
O inventário local aponta o setor de transportes como o maior emissor de gases poluentes. A meta oficial mira cortar 50% dessas emissões até 2030.
O grande calcanhar de Aquiles apontado pelo órgão fiscalizador é a área financeira. A gestão não possui mecanismos precisos para rastrear gastos destinados ao clima.
Faltam também estratégias eficazes para atrair recursos externos e investimentos privados. Licitações públicas ainda carecem de critérios socioambientais rígidos.
O tribunal conclui que a capital potiguar tem planos sólidos no papel. O desafio atual é destravar recursos e transformar metas em ações práticas.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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