Economia
06/10/2025
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta segunda-feira (6) que a Previdência Social, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o Sistema S deixaram de arrecadar R$ 106 bilhões entre 2022 e 2025 por causa da “pejotização”.
A declaração foi feita durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), que discute a legalidade da contratação de trabalhadores como pessoa jurídica (PJ) em substituição ao regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
“O contrato de pessoa jurídica existe desde que o mundo é mundo. O que está em discussão é a fraude trabalhista travestida de pessoa jurídica”, afirmou o ministro.
Marinho criticou o avanço dessa modalidade de contratação e alertou para os impactos nas contas públicas. “Nós queremos aumentar ainda mais o buraco do déficit da Previdência? Esse é o debate?”, questionou.
Segundo ele, a CLT deve ser aplicada sempre que houver subordinação e vínculo empregatício, independentemente da função ou salário.
O processo que definirá as regras para contratações via PJ tem repercussão geral e será seguido por toda a Justiça.
A ação é relatada pelo ministro Gilmar Mendes, enquanto outro julgamento sobre vínculos de trabalhadores de aplicativos, sob relatoria de Edson Fachin, deve ocorrer em novembro.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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