Política
08/04/2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quarta-feira (8), a proibição das apostas eletrônicas de quota fixa no Brasil, as chamadas bets. Em entrevista ao canal ICL Notícias, ele demonstrou preocupação com o avanço do endividamento das famílias e com os impactos do vício em jogos na saúde pública.
— Se depender de mim, a gente fecha as bets — afirmou, destacando que a decisão exige articulação com o Congresso Nacional. — Não é possível continuar com essa jogatina desenfreada no país. Isso leva a sociedade a cometer desvios.
Lula reconheceu que o debate é complexo, em razão da influência política e econômica do setor de apostas, que financia parlamentares e partidos. Para o presidente, o endividamento tem origem nos baixos salários, mas vem sendo agravado pela promessa de “ganho rápido” associada aos jogos.
— Todo mundo quer ganhar um dinheirinho a mais, mas, quando há vício, isso vira questão de saúde pública. Conheço pessoas que perderam carro, casa. Pessoas que se matam — disse.
Dados do Banco Central indicam que, no primeiro trimestre de 2025, os brasileiros destinaram até R$ 30 bilhões por mês às apostas.
Ao defender restrições mais duras, Lula comparou o cenário atual à proibição histórica dos cassinos e à criminalização do jogo do bicho. Segundo ele, a tecnologia eliminou barreiras e levou o jogo para dentro das casas.
— Hoje, o cassino está no celular, dentro da sua casa, acessível até a crianças — afirmou.
O presidente também rebateu o argumento de que clubes de futebol dependem do patrocínio das bets:
— O futebol viveu mais de um século sem isso.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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