Política
07/07/2026
O governo federal abriu os cofres públicos e injetou uma dinheirama histórica no reduto de parlamentares antes das eleições. Até o dia 4 de julho, a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva pagou R$ 33,89 bilhões em emendas.
O repasse representa o maior volume já registrado em períodos pré-eleitorais no país. O balanço foi retirado do Siga Brasil, plataforma de acompanhamento do Orçamento mantida pelo Senado Federal.
O montante distribuído supera todos os pagamentos da mesma natureza realizados ao longo do ano de 2022. A bolada equivale a quase um quarto de todas as despesas livres executadas pela União.
A dinheirama supera também os R$ 19,65 bilhões aplicados no Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A pressa para enviar a verba ocorreu devido ao início do defeso eleitoral.
A lei proíbe transferências voluntárias nos três meses anteriores ao pleito para garantir o equilíbrio da disputa. Mesmo assim, R$ 24,5 bilhões foram quitados sem que as obras ou projetos estivessem prontos.
Municípios e estados conseguiram o dinheiro antecipado graças às mudanças feitas na legislação nos últimos anos. Uma delas é a famosa emenda Pix, criada em 2019, que dispensa convênios burocráticos.
A SRI (Secretaria de Relações Institucionais) defendeu que a distribuição cumpre as regras legais vigentes. A pasta afirmou que o processo obedece à disponibilidade orçamentária e financeira do momento.
As emendas individuais lideraram a partilha com o valor de R$ 18,55 bilhões. Os colegiados do Congresso levaram R$ 7,68 bilhões, enquanto as bancadas estaduais ficaram com R$ 7,28 bilhões.
Até o finado orçamento secreto, considerado inconstitucional pelo STF (Supremo Tribunal Federal), pegou uma fatia. Foram pagos R$ 386 milhões em restos a pagar herdados da gestão passada.
A saúde foi o destino preferido para engordar as contas das bases aliadas. A comissão do setor na Câmara enviou R$ 3,6 bilhões para os municípios.
No ranking de beneficiados individuais, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) garantiu a liderança isolada. O parlamentar maranhense conquistou a liberação de R$ 88,85 milhões.
O congressista comemorou o envio das verbas para hospitais e postos de saúde de seu Estado. “Estes recursos, que são de execução obrigatória e felizmente chegaram, estão ajudando a população do meu Estado”, afirmou.
O senador Carlos Fávaro garantiu a segunda posição do pódio com R$ 74,5 milhões. A assessoria do congressista informou que os repasses estão “muito bem aplicados em obras e ações a favor da população mato-grossense”.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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