Justiça
18/05/2026
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira (18) ter sido hostilizado por uma funcionária de companhia aérea durante um embarque em São Paulo. Segundo o magistrado, a mulher disse que seria “melhor matar do que xingar” o ministro.
Em publicação nas redes sociais, Dino relatou que a funcionária comentou com um policial judicial do STF — responsável por sua segurança — que sentiu vontade de xingá-lo após ver o cartão de embarque.
De acordo com o ministro, a funcionária teria se “corrigido” em seguida:
— Disse que seria melhor matar do que xingar. Como não a conheço, nem ela me conhece, é claro que tais manifestações derivam de minha atuação no STF — escreveu.
Flávio Dino não informou o nome da empresa aérea, da funcionária, o aeroporto nem o horário do episódio, ocorrido nesta segunda-feira em São Paulo.
O ministro afirmou que a situação ultrapassa o campo pessoal e alertou para os riscos de episódios semelhantes se tornarem frequentes.
— Imaginemos que outros funcionários, da mesma ou de outra empresa aérea, sejam contaminados com idêntico ódio. Isso pode significar riscos à segurança de aeroportos, voos e passageiros. Imaginemos se isso se alastra para outros segmentos: um cliente corre o risco, por exemplo, de ser envenenado? — questionou.
Dino também defendeu campanhas de educação cívica, especialmente durante o período eleitoral.
— O pedido que faço às empresas, sobretudo às que lidam com o público, é que promovam campanhas internas de educação cívica para que todos possam conviver em paz, especialmente neste ano eleitoral, quando muitos sentimentos se acirram — afirmou.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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