Política
30/07/2026
O candidato ao Governo do Estado Cadu Xavier (PT) declarou que construirá um modelo próprio de gestão caso vença o pleito. O ex-secretário da Fazenda indicou alinhamento com a governadora Fátima Bezerra (PT), mas negou que seu projeto seja mera continuidade.
Diante do desgaste enfrentado pela atual chefe do Executivo potiguar, o postulante tenta apresentar propostas para alavancar a infraestrutura e o desenvolvimento econômico.
“Eu tenho uma trajetória diferente da de Fátima. Eu sou uma pessoa diferente. Apesar de ela ser minha grande líder política, minha inspiração na política, eu tenho uma trajetória diferente da dela”, declarou, em entrevista ao O Correio de Hoje.
“O nosso projeto é um projeto de avanço. Não é um projeto simplesmente de continuidade, de a gente continuar fazendo as mesmas coisas”, acrescentou.
Entre os principais compromissos de campanha, o auditor fiscal de carreira defende elevar os recursos da saúde de 12% para até 16% do orçamento. Além de fortalecer hospitais regionais, Cadu estuda a substituição do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel por um novo centro de trauma.
“A gente talvez esteja num momento aqui no Rio Grande do Norte de pensar um novo Walfredo Gurgel. O Walfredo é uma estrutura que tem lá 60 anos. É uma estrutura que já está bem arcaica”, afirmou.
O plano eleitoral engloba a conclusão de reformas viárias, a duplicação da BR-304 em parceria com o Governo Federal e a modernização dos portos. No turismo, Cadu propõe o programa Experiência Rio Grande do Norte para qualificar a cadeia de atendimento no idioma inglês.
Ao rebater críticas de adversários sobre o governo, Xavier garantiu manter o zelo com o dinheiro público e defendeu a atuação da gestão no período pandêmico.
“Fátima foi fiel à trajetória dela. Fátima foi forjada no movimento sindical. Ela vem ao Governo do Estado com o propósito muito claro de tirar os servidores públicos de uma situação de muita dificuldade que viviam antes do governo dela, principalmente aqueles que ganham menos”, declarou.
“O nosso compromisso com o servidor é manter o servidor como uma prioridade, mas também olhar para outras áreas de desenvolvimento, outras áreas de prestação de serviço público. Essa talvez seja a grande diferença”, completou.
O petista ainda exigiu clareza das oposições ao atacarem as finanças e sugerir cortes em áreas cruciais do Estado.
“Vamos falar para a sociedade que medidas amargas são essas. Ninguém fala, fala na generalidade”, cobrou.
“Tem gente pensando em federalizar a Uern, em vender a Uern. É bom dizer e não ficar usando essa expressão genérica para esconder as suas verdadeiras intenções”, criticou Cadu.
Sobre polêmicas passadas em compras do Consórcio Nordeste, o pré-candidato assegurou lisura absoluta nas contas estaduais e recordou as apurações da Assembleia Legislativa (AL).
“A gente ficou sete anos e quatro meses no governo. Nunca houve um escândalo de corrupção nesse governo. Nunca, nunca houve”, afirmou.
“Fátima anda do mesmo jeito que ela andava antes de ser governadora. Eu cuidei dos recursos do Estado por sete anos”, argumentou.
“Não houve corrupção naquilo ali. A gente estava vivendo uma guerra mundial. Não foi só o RN, foi o Consórcio Nordeste junto”, declarou sobre a aquisição frustrada de respiradores.
“A Assembleia Legislativa abriu uma CPI, virou de cima para baixo, não acharam nada”, ressaltou o candidato.
“Processo de corrupção dentro do núcleo central do governo, principalmente durante a pandemia, que era uma verdadeira guerra mundial, a gente não teve. E eu tenho muito orgulho disso”, declarou.
“É um projeto de pegar o Estado que era antes, o Estado que nós temos hoje, e seguir avançando com um olhar no desenvolvimento do Rio Grande do Norte e na melhoria da prestação de serviços públicos para a população”, resumiu Cadu.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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