Saúde
07/01/2026
A família de Gabriely Barbosa de Melo, de 19 anos, pede “punição rigorosa” após a morte da jovem, ocorrida na segunda-feira (5), depois de internação com sequelas de uma suposta troca de medicação em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Natal.
A avó, Maria Soares de Melo, afirmou que o caso será judicializado e cobrou responsabilização.
“Ir para a UPA em busca de um cuidado médico, chegar andando e voltar dentro do caixão para dentro de casa é muito doloroso. Quero uma punição rigorosa, que seja judicializado, que todo mundo saiba o que a gente está sofrendo hoje”, disse ao g1.
Gabriely, indígena da etnia Potiguara, procurou a UPA Potengi em 17 de dezembro com sintomas de gripe e tosse persistente.
Segundo o relato, a médica prescreveu expectorante e hidrocortisona, mas a jovem recebeu na veia succinilcolina, relaxante muscular usado para intubação, sofreu parada cardíaca, foi reanimada, levada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Rio Grande e permaneceu internada até a morte.
O caso foi comunicado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que a causa da morte foi “choque decorrente de infecção severa” (sepse).
Em nota, a pasta disse que os servidores envolvidos seguem afastados, há sindicância em andamento e que os Conselhos de Enfermagem e de Farmácia apuram os fatos antes da abertura de processo administrativo.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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