Economia
01/04/2026
A Faern (Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte) acionou o sinal de alerta com a subida do preço do diesel. Conforme noticiado pela Tribuna do Norte, a entidade pediu ao Governo do Estado um alívio no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços).
O objetivo é frear a disparada nos custos de quem produz no campo potiguar. Para os produtores, o combustível mais caro pesa diretamente no preparo do solo, na irrigação e no transporte das mercadorias.
A federação lembrou que o governo federal já deu um fôlego ao setor ao zerar o PIS (Programa de Integração Social) e a COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). Agora, a bola está com a gestão estadual para analisar uma redução ou suspensão temporária do imposto.
José Álvares Vieira, presidente da Faern, defende que o setor não tem controle sobre essa inflação. “Estamos diante de um aumento de custos que foge ao controle do produtor”, afirmou o dirigente.
Ele acredita que o corte de tributos federais foi um passo importante para a categoria. “Entendemos que medidas complementares, em caráter emergencial, podem ajudar a preservar a produção e evitar impactos mais amplos sobre o abastecimento”, completou Vieira.
A ideia é impedir que a comida chegue mais cara à mesa do consumidor por causa de gastos logísticos excessivos. Mesmo pedindo o corte, a entidade reforçou que a proposta deve levar em conta o equilíbrio das contas do Estado.
O pedido oficial já seguiu via ofício para as mãos do governo potiguar. Agora, os produtores rurais aguardam uma resposta para saber se o trator vai continuar rodando ou se o preço da bomba vai travar o agro.
é um jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UNP, atuou em vários veículos importantes locais e nacionais (Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e rádios 96 FM, 98 FM e 91.9 FM). Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN. Foi coordenador de comunicação da Potigas, e assessor da presidência da Petrobras.
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