Mundo
03/11/2026
Os americanos vão às urnas nesta terça-feira (3) para renovar os 435 assentos da Câmara dos Representantes, 35 das 100 cadeiras do Senado e escolher milhares de autoridades estaduais e municipais. Além do controle do Congresso, está em jogo o futuro da agenda política do presidente Donald Trump.
O maior temor é de que Trump volte a questionar os resultados em caso de derrota republicana, repetindo a postura adotada após a eleição presidencial de 2020.
A Geórgia, onde Trump perdeu para Joe Biden por cerca de 11 mil votos naquele ano, está em alerta. Na ocasião, o presidente pressionou o secretário de Estado, Brad Raffensperger, a encontrar votos suficientes para reverter a derrota. O republicano resistiu, sofreu ameaças de morte e tornou-se alvo da ala radical do próprio partido.
Aos jornalistas, Raffensperger garantiu que o sistema eleitoral da Geórgia está preparado para enfrentar novos questionamentos. Segundo ele, o Estado adota identificação com foto, verificação de cidadania, cédulas de papel e auditorias para conferir os resultados.
Trump, porém, continua lançando dúvidas sobre o voto pelo correio e a confiabilidade das máquinas de votação, sem apresentar provas de irregularidades.
O receio de interferência também mobiliza autoridades de Ohio, Alasca e Kansas. Mesários receberam orientações sobre como agir diante de eventual presença de agentes federais de imigração nos locais de votação.
Disputa pelo Congresso
Os democratas chegam à eleição como favoritos para recuperar o controle da Câmara. No Senado, a disputa é mais equilibrada, embora projeções apontem vantagem para a oposição.
A campanha movimentou cerca de US$ 12 bilhões, segundo estimativas da organização OpenSecrets. Desse total, US$ 474 milhões foram gastos pelo empresário Elon Musk para apoiar candidatos republicanos.
Dos aproximadamente 210 milhões de eleitores americanos, 57 milhões já votaram antecipadamente, presencialmente ou pelo correio. Segundo levantamento da NBC News, 46% desses votos vieram de eleitores identificados como democratas, 35% de republicanos e 19% de independentes.
O comparecimento pode estabelecer um recorde para eleições legislativas de meio de mandato. Em 2022, a participação foi de 46%, contra 64% na eleição presidencial de 2024.
Com baixa popularidade e pressionado pelo custo de vida, Trump enfrenta o risco de perder o controle do Congresso. Uma vitória democrata nas duas Casas representaria um obstáculo significativo à agenda do presidente nos dois anos restantes de seu mandato.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 96 FM Natal, 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras.
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