Eleições
01/06/2026
O Google bateu o martelo e proibiu o impulsionamento de propaganda eleitoral para o pleito de 2026. A medida repete o veto de 2024 e barra anúncios pagos no YouTube, no motor de buscas e na rede de display.
Com isso, partidos e candidatos não poderão comprar espaço publicitário na plataforma durante a campanha deste ano. A decisão mexe diretamente com o xadrez do marketing digital e redefine estratégias.
Nos bastidores, a empresa avaliou liberar os comerciais devido ao forte apelo financeiro da disputa nacional. Estimativas indicam que o filão poderia render cerca de R$ 200 milhões em receitas corporativas.
A firma recuou porque as diretrizes do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para o ambiente virtual continuam rígidas. Em nota, a companhia justificou a manutenção da sua postura restritiva.
“Desde 2024, o Google Ads não permite a veiculação de anúncios políticos no país. Temos o compromisso global de apoiar a integridade das eleições e continuaremos a dialogar com autoridades em relação a este assunto”
A cúpula da organização teme a forte insegurança jurídica provocada pelas resoluções da corte eleitoral. O receio é sofrer sanções pesadas por eventuais mentiras patrocinadas por políticos.
O cronograma oficial fixa o prazo até 20 de julho para que outros provedores comprovem regularidade. A propaganda paga na internet está liberada somente entre 16 de agosto e 1º de outubro.
As garras da lei também miram o uso de IA (Inteligência Artificial) na reta final da disputa. Três dias antes do primeiro turno, agendado para 4 de outubro, novos conteúdos sintéticos impulsionados ficam proibidos.
Diante do bloqueio, os comitês devem migrar suas verbas para redes concorrentes. A saída viável será focar no engajamento orgânico e nos aplicativos de mensagens.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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