Política
13/07/2026
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) deixou a equipe que colaborava na elaboração do plano de governo do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A decisão foi confirmada pela parlamentar ao Metrópoles, poucos dias após denunciar ataques misóginos de bolsonaristas em meio à crise envolvendo Michelle Bolsonaro (PL) e o senador.
Convidada para contribuir com propostas na área de direitos humanos, Damares afirmou que encerrou sua participação nesta etapa dos trabalhos, mas disse que poderá voltar a colaborar caso Flávio seja eleito. “Já fiz o que era preciso no primeiro momento. Depois a gente volta a ajudar no governo de transição".
Ao explicar a saída, a senadora afirmou que passou a ser alvo de ataques de pessoas identificadas por ela como integrantes da direita e revelou que não voltou a conversar com Flávio Bolsonaro desde o agravamento da crise. Mesmo assim, minimizou o distanciamento: “Ele está correndo".
As denúncias foram feitas no início de julho, durante uma reunião da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal, presidida por Damares. O pronunciamento ocorreu um dia após Michelle Bolsonaro anunciar que deixaria a presidência do PL Mulher, quando afirmou, em vídeo, que Flávio Bolsonaro a havia maltratado e desrespeitado.
Segundo a senadora, os ataques extrapolaram o campo político e passaram a atingir sua família. “Essa semana eu tenho sido vítima dos mais terríveis ataques (…) Disseram que vão matar minha filha. Inclusive eles fazem imagens de como vão matar a minha filha. A minha filha é uma menina indígena. Eu sou mãe de uma menina indígena. E eles simulam imagens que estão empalando a minha filha, que estão decapitando ela. É uma violência política que a gente não consegue imaginar".
Após o discurso, Damares afirmou ao jornal O Globo que a bancada feminina do Senado passou a discutir medidas institucionais para enfrentar episódios recentes de violência política contra mulheres. Segundo a parlamentar, o debate ocorre independentemente de manifestação formal das vítimas.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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