CPI quer impeachment de Alexandre de Moraes, Toffoli, Gilmar e Paulo Gonet

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Agência Senado
Davi Alcolumbre determinou que a CPI do Crime Organizado não serie prorrogada para evitar ruídos durante o período eleitoral.

Política

14/04/2026

O senador Alessandro Vieira, do MDB-SE, apresenta hoje (14) o relatório final da CPI do Crime Organizado. O texto pede a cassação de três ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e do chefe da PGR (Procuradoria-Geral da República).

A lista de alvos inclui Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral Paulo Gonet. O documento alega que as autoridades cometeram crimes de responsabilidade ligados ao caso Banco Master.

O relator afirma que os magistrados atuaram em processos mesmo sob suspeição. Além disso, teriam tomado decisões consideradas "incompatíveis com o decoro da função".

Paulo Gonet é citado por uma suposta omissão institucional à frente da PGR. O relatório menciona que Toffoli e Gilmar interferiram em investigações de empresas ligadas ao esquema.

A bomba agora cai no colo de Davi Alcolumbre, do União-AP. Como presidente do Senado Federal, cabe exclusivamente a ele decidir se os pedidos de impeachment avançam.

O plano de Vieira vai além de mirar a cúpula do Judiciário. Ele sugere que o governo federal decrete intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro.

A intenção é retomar o controle de territórios hoje dominados por facções e milícias. Essa proposta será encaminhada para análise do Palácio do Planalto.

A CPI encerra os trabalhos hoje sem qualquer prorrogação. Davi Alcolumbre barrou a continuidade do colegiado para evitar ruídos durante o período eleitoral.

Alessandro Vieira não poupou críticas ao fechamento apressado das investigações. Ele afirmou que cerca de 90 depoimentos previstos não foram realizados, incluindo falas de autoridades e especialistas.

A votação do texto ocorre hoje, no último dia de funcionamento da comissão. Caso aprovado, o documento segue para a Mesa do Senado para as providências cabíveis.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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