CPI do Crime Organizado rejeita relatório que pedia indiciamento de 3 ministros do STF e do PGR

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Agência Senado
Senador Alessandro Vieira, de Sergipe, teve relatório rejeitado na CPI do Crime Organizado.

Política

14/04/2026

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado rejeitou, por 6 votos a 4, o relatório final apresentado pelo relator, Alessandro Vieira.

O parecer previa o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Horas antes da votação, uma mudança na composição da CPI alterou o placar. Três dos 11 titulares foram substituídos: Sergio Moro e Marcos do Val deram lugar a Beto Faro e Teresa Leitão. A senadora Soraya Thronicke, que era suplente, também foi efetivada como titular.

Com a nova configuração, formou-se maioria para rejeitar o relatório. Votaram contra o texto, além de Faro e Teresa, os senadores Rogério Carvalho, Otto Alencar, Humberto Costa e Soraya Thronicke.

No relatório, Vieira apontava indícios de crimes de responsabilidade por parte de Gonet e dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.

Em reação, Gilmar Mendes afirmou, nas redes sociais, que CPIs não têm “base legal” para pedir o indiciamento de ministros do STF. Segundo ele, o indiciamento é atribuição exclusiva da autoridade policial e não se aplica a crimes de responsabilidade, que seguem rito próprio previsto em lei.

Durante sessão da 2ª Turma do STF, o ministro classificou o relatório como “proposta tacanha” e alertou que eventuais excessos da comissão podem configurar abuso de autoridade. Ele também criticou o que chamou de tentativa de criminalizar a interpretação da lei por magistrados — prática conhecida como “crime de hermenêutica”.

Diogenes dantas ao centro da imagem vestido de terno preto, ele sorri.

Diógenes Dantas

é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.

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