Cidades
03/09/2025
A disputa pelo contrato de prestação de serviços médicos entre a Prefeitura do Natal, cooperativas e novas empresas contratadas paralisou atendimentos em unidades de saúde da capital.
O Hospital Infantil Varela Santiago suspendeu cirurgias eletivas e a Liga Contra o Câncer anunciou que interrompe atividades ambulatoriais a partir de hoje (3). Unidades Básicas de Saúde e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) operaram com escalas incompletas.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), médicos estão sendo pressionados pela Cooperativa dos Médicos do Rio Grande do Norte (Coopmed) e pelo Sindicato dos Médicos (Sinmed) a não trabalhar nas novas empresas contratadas, Justiz Terceirização e Proseg Consultoria.
Coopmed e Sinmed negam as acusações e afirmam que a contratação das empresas é irregular. “Os médicos são livres e respondem por si”, disse o presidente da Coopmed, Victor Vinícius.
A contratação emergencial das empresas, feita com dispensa de licitação, gerou polêmica e disputa judicial.
A Prefeitura argumenta que a medida visa corrigir irregularidades nos repasses e manter os serviços, enquanto a Coopmed questiona a legalidade do processo e pede republicação do edital.
O secretário Geraldo Pinho afirmou que a SMS não vai ceder à “chantagem nem às ameaças” e que os plantões continuam respaldados por decisão judicial de segunda instância.
é jornalista e radialista do Rio Grande do Norte, com mais de 40 anos de carreira. Formado em Comunicação Social pela UFRN e em Direito pela UnP, atuou em diversos veículos locais e nacionais, como Tribuna do Norte, Diário de Natal, TV Globo, TV Record Brasília, SBT, Band e nas rádios 98 FM, 91,9 FM e 103,9 FM. Foi diretor-geral da TV Assembleia Legislativa do RN, coordenador de Comunicação da Potigás e assessor da Presidência da Petrobras. Atualmente, assina coluna política no jornal Agora RN e edita e apresenta o programa Contraponto, na rádio 96 FM.
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